Você
pretende se casar?
Não costumo falar dessas coisas pessoais aqui no blog, mas gostaria de dividir um assunto que tem sido cobrado por muitos e para muitos.
Me
perguntam, muitas vezes, mas muitas vezes mesmo, se quero me casar. E quando eu
paro para responder essa pergunta, me vem em mente meu passado, então
automaticamente eu respondo: um dia quem sabe? Porém dá muito trabalho, vou
continuar solteira.
Mas decidi sentar, pensar e dar uma reposta que não seja automática, uma resposta verdadeira, uma resposta honesta:
Mas diante
destas e outras perguntas que respondemos no automático do dia a dia, na
correria, na preguiça de pensar e assimilar fatos e só então poder tirar
conclusões, logo nos vem a mente: dá muito trabalho fazer isso tudo. Daí desistimos
de dar uma resposta verdadeira, que viaja de nossos corações para ser
processada em nossas mentes, e acabamos por dar essas respostas automáticas,
aquela que menos gerar interrogatórios ou menos exigir explicações, talvez seja
até uma resposta falsa, que nada tem haver com o que nós realmente queremos ou
pensamos, só respondemos mesmo para agradar ou até mesmo calar nossos
interrogadores.
E de repente
nós criamos uma imagem, totalmente diferente do nosso reflexo, sobre nós
mesmos. Ah, como eu odeio essa coisa de imagem... Não sei se é porque esse
fantasma de imagem me perseguiu a vida toda, ou se é porque, não importa o que
você faça, você nunca será visto como realmente é.
Mas decidi sentar, pensar e dar uma reposta que não seja automática, uma resposta verdadeira, uma resposta honesta:
Sim, não, e
não sei. Essa pergunta me coloca no meio de uma ponte, onde o lugar em que
estou está prestes a abrir uma cratera que cairá num lago de crocodilos, de um
lado da ponte há fogo e do outro há cobras venenosas. Exagerei? Não muito, só
quis enfatizar a confusão que se faz em minha mente quando me fazem essa
pergunta, mas como disse, vou buscar lá do fundo do coração, processar no
cérebro e mandar ver na boca. Eu tenho sim, um sonho de casar, na igreja, com
tudo que tenho direito, mas não é o meu desejo maior, meu desejo maior é viver
um matrimônio que não esteja selado só por palavras ou documento, mas que
esteja selado na fé, na comunhão verdadeira, no amor verdadeiro. Então é
simples, não? Não! Definitivamente não. Daí que eu começo a olhar pro lado, pro
outro, pra trás e pensar em todos os motivos pra isso não ser possível.
Primeiro motivo, é que o amor é um sentimento tão perfeito, mas tão perfeito,
que ás vezes acho que não foi feito para ser vivido entre meros mortais, e sim
por Deus para com os homens e uma busca perpétua de tentarmos amá-lo com um
terço de toda essa perfeição, mesmo assim impossível, pois como disse, somos
meros humanos. Segundo motivo, é que, por mais que eu queira, o mundo, o
universo, cada molécula deste existir em geral conspira contra mim, e não é
contra mim, especificamente, é contra todos mesmo. Você tem a vizinha pra
atiçar traição (o que é só um exemplo, porque não é só a vizinha), tem a mídia
inteira tentando enfiar na cabeça dos seres humanos que isso de traição é normal,
tem as pessoas que se envolvem demais num assunto que elas nem ao menos deveriam
saber, mas que é normal que saibam já que é tão comum fofoca e espetáculos no
meio das ruas. Eu ás vezes penso, que ao invés de casais brigarem aos berros,
destruindo a casa, postando no facebook e mostrando pro mundo, deveriam
discutir baixinho, escondido, muito mais escondido do que relações íntimas,
porque as brigas também são íntimas, e elas dão prazer a quem ver. Não pense
que é mentira, não viu o caso da Fabíola? Virou piada, virou riso, virou
comédia, agradou a todo mundo, um verdadeiro espetáculo, onde o único
prejudicado é o próprio homem que gravou o vídeo. Brigas causam alegria nas
pessoas, é cruel, eu sei, mas é a verdade. Por isso devemos brigar entre
lençóis, e sempre entre calmos diálogos, não conseguiu resolver? Peça ajuda ao
seu sacerdote ou a um terapeuta profissional, seu colega de trabalho, além de
não ajudar em nada, provavelmente vai espalhar e difamar seu relacionamento, e
desse jeito, um relacionamento realmente nunca dará certo, o negócio é que
todas essas coisas são normais de se fazer, são aceitáveis, e até que se enfie
na cabeça de alguém que esse jeito vai dar merda, ás vezes é melhor nem tentar.
Terceiro
motivo: a humanidade. Perdi a fé, esse abrange os outros dois motivos, mas eu
vou aprofundar um pouquinho mais para que fique claro. Pra começar, na maioria
das vezes o próprio casal destrói o próprio relacionamento, por achar normal
trair, contar pro mundo, brigar com plateia, bater, apanhar. Terminar o relacionamento,
pra ter aquela folga, pegar todo mundo, encher a cara e depois reatar como se
nada tivesse acontecido. Depois os casais se esquecem de algumas coisas:
Ter vida
social pessoal: Polêmico isso, mas é um tanto verdade. Você começa um
relacionamento e já acha que precisa viver em prol da outra pessoa. Não é bem
assim, é quase isso, mas não é bem assim. Primeiro é uma questão de consciência
e confiança, você tem que entender que traição é coisa errada, e entender que
seu parceiro também sabe disso. Sabendo os dois, pronto, vem a confiança, que
se ambos não tiverem, podem desistir porque não vai dar certo, vocês vão se
sufocar e ninguém vai ser feliz. Você precisa viver sua vida social, precisa
dos seus momentos com seus amigos, precisa ser você mesmo. Não é porque entrou
em um relacionamento, que você vai dedicar sua vida àquela pessoa e ponto
final. Isso a gente faz pra Deus, e olha que nem pra ele a gente costuma fazer.
Vida
pessoal: Como disse, você não precisa e nem pode mudar seu jeito de ser por que
começou um relacionamento, não pode ser sombra de alguém. Você precisa focar em
sua vida e primeiro lugar, claro, que sem contradizer com os princípios do seu
relacionamento. Sua felicidade não pode ser baseada em outra pessoa, lembre-se,
Deus fez Eva para ser companheira de Adão, e não para que Adão passasse a viver
por Eva e esquecesse de todo o paraíso e seus princípios.
Vida
conjugal: É claro que você precisa ter sua vida pessoal, sua vida social, mas
também tem que entender que são companheiros. Relacionamento é pra isso mesmo,
se ajudarem, conversarem, brincarem, se completarem naquilo que os faltam. Um
casal precisa entender, que não precisa do outro pra viver, mas que ter o outro
pra viver pode ser uma coisa extremamente prazerosa.
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